Prólogo
Um homem andava despreocupado pelos túneis da caverna. Os túneis eram escuros, pareciam ter sido escavados por seres primitivos, feitos como esconderijo para algo que ninguém devesse ver. O caminho era longo e mudava de direção sem sentido, criando um pequeno labirinto para quem fosse tentar chegar a seu fim. Apesar disso, durante toda extensão dos túneis havia tochas acesas em suas paredes, iluminando o local, quase como se desafia-se a tentarem explorá-la. O homem andava no local como fosse seu próprio lar.
Depois de alguns túneis e passagens ele encontrou o corpo de uma aranha morta. A aranha era enorme, bem maior que o homem, seu ferrão poderia atravessar o corpo de um humano facilmente. O homem parou por um instante e olhou para a aranha com atenção. Tocou com sua mão nas costas dela, onde havia um imenso corte. Sorriu e disse:
-Golpe nas costas…já havia esquecido.- e continuou seu caminho. Depois de alguns minutos chegou onde desejava:
Os túneis acabavam, e davam entrada a um imenso salão, suas paredes de pedra traziam varias figuras grotescas de monstros matando e sacrifícios humanos. No meio do salão havia outras quatro aranhas gigantes, todas mortas, e encostado na parede de fundo do salão havia um trono, digno de um rei. Sentado neste trono estava um jovem que agora olhava com atenção o intruso que passara por seus túneis.
O jovem no trono não carregava armas, tinha uma capa presa em suas ombreiras, a únicas peças de armadura que usava. Seu peito nu mostrava uma impressionante tatuagem de uma serpente de fogo. Sua aparência revelava não mais de 20 estações vividas, mas seu olhar selvagem deixava claro que não deveria ser subestimado; antes que o intruso sequer terminar de entrar no salão. O dono do trono falou:
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